sábado, 15 de fevereiro de 2014

"O BALOFO COMPULSIVO"

Certo dia em uma sala de aula um aluno me pediu para explicar melhor a situação econômica do Brasil.
Ele não conseguia compreender porque a economia brasileira, com tantos recursos naturais, teimava em apresentar um medíocre desempenho.
Qdo minha querida mãe (fal.)o, professora do primário em São Pedro, tinha um problema no trabalho ela usava passar um tempo na chácara dos meus avós, geralmente buscava uma árvore frutífera, sentava-se ali mesmo no chão e saboreando a fruta, fechava os olhos e buscava inspiração. Logo depois ela vinha e me dizia : "João, tive um estalo" ( uma idéia) e invariavelmente ela achava o caminho para lidar com a questão, geralmente alunos problemáticos.
Eu não tenho a chácara, mas tenho uma velha rêde espremida no apartamento e algumas frutas no freezer. No caso do curso de Introdução à Economia/Economia Brasileira, a saída foi usar a metáfora  de uma pessoa com sobrepeso, alta pressão arterial e total desânimo para reagir. Aí disse ao aluno, imagine a cena:
- uma pessoa com índice de massa  acima de 40 ( peso sobre altura ao quadrado), quais as consequências físicas ?
- veias tomadas por gordura entopem a passagem do sangue
- tentativa de correr pouco produtiva devido à falta de ar;
- a pressão arterial eleva-se acelerando as batidas do coração
- atordoação e risco de enfarte  
Acrescente a esse quadro alguma infecção ( desvios de ética e corrupção) e terá uma elevação de temperatura ( juros em elevação) deixando a pessoa desanimada e sem forças para reagir.
A Economia do Brasil acha-se hoje como uma pessoa nessa situação.Luta contra problemas internos e não pode se desenvolver de forma saudável
A solução para o setor público está no corte do excesso de gorduras ( racionalização dos gastos), de exercícios físicos para recuperar a musculatura ( reorganização ministerial e nas estatais), e uma conduta adequada ( revisão de procedimentos e adoção de padrões confiáveis de Ética e Governança Corporativa) de forma a recuperar uma gestão confiável. Assim ganhará a confiança dos médicos ( credores e investidores)  e terá uma vida saudável ( haverá paz para os brasileiros).

Como o doente tem resistido ao tratamento, a situação pode vir a piorar e o tratamento tende a ser mais rigoroso.  

Veja o artigo do The Economist e terá uma imagem mais clara da atual situação.

http://www.epochtimes.com.br/economia-brasileira-saia-justa-segundo-the-economist/#.Uv-pN2JdXxA